
AR e a depressão
A depressão é o problema psiquiátrico mais drequentemente associado à artrite reumatóide, afectando negativamente o bem-estar psicológico e a qualidade de vida do doente.
Características da AR que favorecem a depressão
- Evolução prolongada (associada a experiências de perda)
- Dor crónica vivida com sentimentos de infelicidade e desmoralização (o que nos recorda constantemente que estamos doentes)
- Incapacidade
As dificuldades de adaptação do doente surgem quando o entristecimento normal, esperável quando se perde a saúde, dá lugar a uma tristeza permanente com redução de actividades, desinteresse e incapacidade para ter prazer e visão pessimista de si mesmo e do seu futuro. Esta depressão é facilitada pelo deficiente controlo da dor, pela acumulação de outros acontecimentos de stress e pelo isolamento associado a suporte social escasso.
Adaptado de “Depressão e Artrite Reumatóide”, Dr. José A. Carvalho Teixeira (artigo publicado no boletim ANDAR n.º 14)
Exercício físico
Embora as lesões repetidas ou o excesso de uso de certas articulações influenciem o aparecimento da artrite, uma actividade regular ou moderada não aumenta o risco de desta doença aparecer. Pelo contrário, os exercício moderados, de aeróbica ou resistência, ajudam a reduzir o inchaço das articulações, alivia as dores e limita a fadiga.
Sugestões
- Para começar, procure o conselho do seu médico ou fisioterapeuta.
- Inclua no seu programa exercícios de aeróbica e de resistência.
- Caminhar é um bom exercício: faça-o num lugar seguro e calmo, como parques.
- Use sapatos de solas grossas e flexíveis que amorteçam os pés.
- Vista roupas mais leves do que se estiver parado; à medida que se exercitar, irá aquecer.